quinta-feira, 4 de novembro de 2010

29 de outubro a 15 de novembro
"Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo"

A Feira do Livro de Porto Alegre é uma das mais antigas do País. Sua primeira edição ocorreu em 1955 e seu idealizador foi o jornalista Say Marques, diretor-secretário do Diário de Notícias.
O objetivo, naquele momento, era popularizar o livro, movimentando o mercado e oferecendo descontos atrativos. Na época, as livrarias eram consideradas elitistas.O lema dos fundadores da primeira Feira do Livro foi: Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo.
A Feira do Livro é feita de leitura e palavras. Mas as imagens também podem traduzir toda a ligação do evento com o público leitor.

ALGUNS LANÇAMENTOS 


A Obra Literária “Verbalizações do Amor em Transe”, (poesia), com autoria da artista e poeta catarinense Fê Luz (Fernanda Cirimbelli da Luz), propõe o diálogo entre a Poesia e as Artes Visuais, através da fusão entre texto escrito e texto visual.



Autor Ivo Bender (um dos mais importantes dramaturgos brasileiros contemporâneos) contos criados num cenário de cidades invisíveis, e baseados na imigração européia – sobretudo alemã, em São Leopoldo, interior do Rio Grande do Sul.



Com este vigoroso trabalho, o autor explora o polêmico cenário de aparente contradição entre a Fé e a Ciência, a Religião e a Academia, com uma preciosa seleção de textos, experimentos e experiências e, dentre os melhores personagens da ciência, apresenta ao leitor ótimas testemunhas em favor da tolerância e da não-negligência da Possibilidade – a essência da própria procura de respostas.



O livro Puro Enquanto reúne os textos ficcionais de sua lavra, uma vasta produção poética (na maioria sonetos, a forma poética de sua predileção) e artigos (sobre temas variados, mas majoritariamente sobre literatura e educação), bem como depoimentos de pessoas que o conheceram. Luís Augusto Fischer, em um gesto de amor e cuidado, fez uma criteriosa seleção dos textos do irmão e os reuniu em Puro Enquanto.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

MANOEL DE OLIVEIRA - CINEASTA CENTENARIO



 (Manoel Cândido Pinto de Oliveira,  Porto, 11 de Dezembro de 1908), é um cineasta português com uma das mais longas carreiras na cinematografia portuguesa.
Realizador mais velho do mundo em atividade, autor de trinta e duas longas-metragens,  
O Acto da Primavera e A Caça são obras marcantes na carreira de Manoel de Oliveira. O primeiro filme é representativo enquanto incursão no documentário, trabalhado com técnicas de encenação, o segundo – que conheceu a supressão de uma cena por parte da censura – como ficção pura em que a encenação não se esquiva ao gosto do documentário. Por causa de alguns diálogos no filme passou dez dias de cadeia na PIDE
Manoel de Oliveira insiste em dizer que só cria filmes pelo gozo de os fazer, independente da reação dos críticos. Apesar das múltiplas condecorações em alguns dos festivais mais prestigiados do mundo, tais como o Festival de Cannes, Festival de Veneza ou o Festival de Montreal, leva uma vida retirada e longe das luzes da ribalta. Durante o Festival de Cannes em 2008, foi congratulado e felicitado pessoalmente pelo actor norte-americano Clint Eastwood.
Em 2008 completou cem anos de vida, e 80 de carreira, nas comemorações,  foi condecorado pelo Presidente da República, e assistiu à produção de um sem número de documentários sobre a sua vida e obra. Centenário, dotado de uma resistência e saúde física e mental inigualáveis, é o mais velho realizador do mundo em atividade, e ainda com planos futuros.

Algumas das suas mais recentes Longas-metragens

Algumas das suas Curtas e médias metragens

Como actor

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

34ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

De 22 de outubro a 4 de novembro, acontece em São Paulo a tradicional Mostra Internacional de Cinema. Durante duas semanas, a 34ª Mostra exibe mais de 400 títulos dos mais variados países e de diversas cinematografias que estarão sendo exibidos em mais de 20 espaços, entre cinemas, museus e centros culturais espalhados pela capital paulista. A seleção faz um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo e das principais tendências, temáticas, narrativas e estéticas produzidas em todo o mundo.                                                                                                                                                        


 “O ESTRANHO CASO DE ANGÉLICA”

filme de Manoel de Oliveira 
co-produzido pela Mostra, abre o evento no próximo dia 21, no Auditório do Ibirapuera.


EM DESTAQUE

“MISTERIOS DE LISBOA”


OBRA-PRIMA DE RAOUL RUIZ

Raoul Ruiz, chileno radicado na França, é conhecido do público da Mostra pelos filmes Três Vidas e uma Só Morte (1995, 20ª Mostra), Genealogia de um Crime (1996, 21ª Mostra), Combate de Amor Sonhado (2000, 26ª Mostra), Naquele Dia (2003, 27ª Mostra) e Nucingen Haus (2008, 32ª Mostra).


“METRÒPOLIS”

FRITZ LANG

A restauração e reconstrução do filme é resultado de um dos mais significativos projetos de restauração na história do cinema, conduzida pela Fundação Murnau em Wiesbaden, em cooperação com ZDF e Arte em associação com a Deutsche Kinemathek – Museum für Film und Fernsehen (Berlim) e o Museo del Cine Pablo C. Ducros Hicken (Buenos Aires).


“CRIANDO IMAGENS PARA CINEMA”

KUROSAWA

Akira Kurosawa – Criando Imagens Para Cinema, comemorando os 100 anos de nascimento do cineasta japonês,diretor de clássicos como Rashomon, Kagemusha, Ran, Madadayo e Rapsódia em Agosto. Uma rara oportunidade para o público apreciar outro talento de Kurosawa, sua habilidade para criar belíssimos desenhos e storyboards de seus filmes.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

HOMENAGEM AOS MINEIROS CHILENOS




Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me dio dos luceros que cuando los abro
perfecto distingo lo negro del blanco
y en el alto cielo su fondo estrellado
y en las multitudes el hombre que yo amo…..

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado el sonido y el abedecedario
con él las palabras que pienso y declaro
madre amigo hermano y luz alumbrando,
la ruta del alma del que estoy amando.



sexta-feira, 8 de outubro de 2010


Prêmio Nobel de literatura de 2010

Mario Vargas Llosa

 
“La incertidumbre es una margarita cuyos pétalos no se terminan jamás de deshojar”.

O prêmio Nobel de literatura de 2010, foi para o escritor peruano Mario Vargas Llosa, de 74 anos.De acordo com a Academia Sueca, a escolha seu deu por conta da "cartografia das estruturas do poder e afiadas imagens de resistência, rebelião e derrota do indivíduo" que aparecem na obra de Llosa. Venceu o Prêmio Cervantes em 1994.
Seu principal tema é a luta pela liberdade individual na realidade opressiva do Peru. A princípio, assim como vários outros intelectuais de sua geração, Vargas Llosa sofreu a influência do existencialismo de Jean Paul Sartre.
Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como "A cidade e os cachorros" -1963 (recebeu o Prêmio Biblioteca Breve da Editora Seix), "A Casa Verde" -1966(mostra a influência de William Faulkner -Premio Rómulo Gallegos) e "Tia Júlia e o Escrevinhador" -1977.  Seu terceiro romance, Conversa na Catedralpublicado em 4 volumes e que o próprio Vargas Llosa caracterizou como obra completa, narra fases da sociedade peruana sob a ditadura de Odria em 1950.
Outros Livros seu: “Pantaleão e as visitadoras”(1973), “A festa do bode”(2000), e “Travessuras da menina má”(2006)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

 29ª Bienal de São Paulo – setembro 
“Há Sempre um Copo de Mar para o Homem Navegar”
verso do poeta alagoano Jorge de Lima,

Mostra da 29ª Bienal de São Paulo foi aberta ao público na manhã do dia 25 de setembro, entrada gratuita, com 800 obras de 159 artistas de diversas nacionalidades. A expectativa dos organizadores é que cerca de 1 milhão de pessoas visitem a Bienal, que ficará em cartaz até o dia 12 de dezembro.

Entre os artistas participantes da bienal, encontramos uma grande parcela de nomes brasileiros e de outros países da América Latina.
Destaca-se o nome de diversos artistas emergentes como também nomes de artistas estabelecidos.

"A origem do terceiro mundo"
Artista:Henrique Oliveira -Ourinhos - SP, 1973
vive e trabalha em São Paulo

"350 Pontos em Direção ao Infinito"
Artista:Tatiana Truové
Nascida em Cosenza (Itália

"Circle of Animals"
Artista: Ai Weiwei
1957 -Pequim, China


"Javavoa"
Artista:Nelson Leirner
1932 -São Paulo, Brasil Vive e trabalha - Rio de Janeiro,



"O jardim"
Artista: Albano Afonso
1962São Paulo, BrasilVive e trabalha - São Paulo, Brasil

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Nomadic Museum






ashes and snow
www.ashesandsnow.org

O Nomadic Museum
O Nomadic Museum é todo construído em bambu e viaja de um pais para outro. 10 milhões de pessoas já viram a exposição-instalação, é um recorde. Os livros da bookstore, são feitos com papel nepalês feito a mão e fechado com cordas tingidas com chá e lacre de cêra de abelha. Artesanías en el siglo XXI! Greg Colbert ficou 10 anos viajando e colhendo imagens poéticas. Curtam!



Greg Colbert
Ashes and Snow
A primeira exposição de Gregory Colbert, Timewaves, abriu em 1992 no Museu Elysée de fotografia, na Suíça, com grandes aplausos da crítica. Nos dez anos que se seguiram, Colbert não expôs publicamente o seu trabalho artístico nem exibiu qualquer filme. Em vez disso, viajou por locais como a Índia, Burma, Sri Lanka, Egito, Dominica, Etiópia, Quênia, Tonga, Namíbia e Antártica para filmar e fotografar cenas de interação entre seres humanos e animais. Desde 1992, organizou mais de sessenta expedições e estendeu a sua colaboração a mais de 130 espécies diferentes. Espécies como o elefante, a baleia, o peixe-boi, o íbis-sagrado, a garça-antígona, a águia-real, o falcão-gerifalte, o calau-rinoceronte, a chita, o leopardo, o cão-caçador-africano, o caracal, o babuíno, o antílope, o suricata, o gibão, o orangotango e o crocodilo-de-água-salgada encontram-se entre os animais que filmou e fotografou. Os temas humanos sobre os quais se debruçou incluem os monges de Burma, os trance dancers (dançarinos do êxtase), o povo San, e outras tribos indígenas de vários pontos do mundo.
Em 2002, Colbert apresentou o seu trabalho Ashes and Snow em Veneza, Itália. Uma crítica publicada em 9 de abril de 2002 no The Globe and Mail declarava, "Colbert levantou o véu de Ashes and Snow , uma exibição de imagens e fotografias sem precedentes, quer no âmbito, quer na escala. Ocupando uma área de 12.600 metros quadrados, é considerada como uma das maiores exibições individuais na história da Europa."."[1]
Na primavera de 2005, a exposição abriu na cidade de Nova Iorque já instalada no Nomadic Museum, uma estrutura de vida temporária construída no local de exibição. Ashes and Snow e o Nomadic Museum viajaram até Santa Mônica em 2006, Tóquio em 2007 e Cidade do México em 2008. Até à data, Ashes and Snow já atraiu mais de 10 milhões de visitantes, o que a converte na exposição de um artista vivo mais visitada de todos os tempos.[2]
Ashes and Snow tem sido um sucesso ao nível do público e da crítica. A revista Photo declarou, "Nasceu um novo mestre." Photo Magazine: Gregory Colbert La Révélation (Cover). A exposição também foi catalogada como "extraordinária" pela revista the Economist, e "única. . . monumental em todos os aspectos" pelo Wall Street Journal. A revista Stern declarou que as fotografias são "fascinantes," e a Vanity Fair descreveu Gregory Colbert como "O melhor dos melhores.". Um artigo de Alan Riding publicado no New York Times em 2002 declarava que "O poder das imagens não flui tanto da sua beleza formal como da maneira como envolvem o espectador no seu estado de espírito. . . As fotografias são, pura e simplesmente, janelas para um mundo onde o silêncio e a paciência governam o tempo."."[3]
Colbert iniciou a sua carreira em Paris no ano de 1983, quando começou a fazer filmes de documentário sobre temas sociais. O seu documentário On the Brink-An AIDS chronicle, foi filmado em nove países e esteve nomeado para um prémio ACE em 1985 na categoria de melhor documentário. Entre os filmes que tem em projeto encontram-se Last Words e Finding a Way Home. Foi a realização dos filmes que inspirou a fotografia artística.
Gregory Colbert tem sido agraciado com um grande número de prêmios e distinções. Em 2006, foi-lhe atribuído pela organização Lucie Awards o prêmio "Best Curator of the Year"..[4] Em 2007, o filme Ashes and Snow esteve nomeado para um prêmio especial no Festival de Cinema de Veneza.[5] Mais recentemente, foi nomeado embaixador honorário de cultura e turismo no México. [6]
Estão previstos novos pontos de exposição na Europa, no Médio Oriente e na Ásia.